È LIBERO QUESTO POSTO ?
 


SKOL LITRÃO

Existem algumas cidades escolhidas pelas empresas como piloto, para testes em seus produtos. Não sei determinar exatamente quais, mas já li que Porto Alegre e Curitiba são duas delas, por causa de seu público bastante crítico. Como funciona? As empresas lançam seus produtos em lotes limitados, para testar a aceitação ou não perante este público.

Não posso confirmar, mas creio que Pirassununga é uma destas cidades. Existem produtos que vejo no mercado lá, que chegam aqui em São Paulo tempos depois. Nesta minha última visita, por exemplo, fui presenteado pelo meu primo com uma Skol Litrão. Trata-se de uma tentativa da AMBEV de acabar com as embalagens de 600 ml, padronizando com a América Latina, onde só se consome cervejas por litro, ou long-neck.

Se vai "pegar" ou não, este público selecionado vai dizer. E você? Qual sua opinião sobre o assunto?



 Escrito por Luís Varinha às 09h29
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REVELANDO SÃO PAULO 2008

Entre os dias 12 e 21 de setembro, acontecerá no Parque da Água Branca o já tradicional Festival da Cultura Paulista Tradicional, também conhecido como Revelando São Paulo. Dentre atrações musicais e folclóricas, se destacam também as barracas de comidas típicas. Cada cidade apresenta a sua, num festival gastronômico imperdível. Fica a dica para quem mora em São Paulo, ou que visitará a cidade no período. 
 


 Escrito por Luís Varinha às 09h18
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IMAGEM DO DIA

Duas imagens, a da esquerda da Folha. A da direita do Diário de São Paulo.

O fotógrafo do Diário foi genial, sacando que um ângulo diferente faria o fogo sair da cabeça do presidente. Ponto pra ele, que ainda facilitou a vida do capista, que pôde fazer a piadinha.

Sorry, mas não consegui os créditos da fotos.



 Escrito por Luís Varinha às 00h01
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A ORIGINAL



 Escrito por Luís Varinha às 15h42
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JULIETA VENEGAS

Ontem, escutei no rádio a voz da Marisa Monte em uma música que não conhecia. Mas peguei somente o finalzinho dela. Corri para o site oficial e descobri que ela havia feito uma participação no disco MTV Unplugged, de Julieta Venegas. Quem é Julieta Venegas?, perguntei-me.

Uma simples "gugada", eis o resultado:

Julieta Venegas, nascida nos Estados Unidos, cresceu e viveu toda sua infância em Tijuana (México), onde começou seus estudos musicais. Sua primeira turnê foi com o grupo Chantaje, que combinava Ska e Reggae. Seu primeiro álbum como solista, gravado em 1997. Em 2005 foi nomeada para Grammy de melhor álbum de rock latino, e ganhou o Prêmio Latino Revelação da Academia de Música da Espanha. Com três trabalhos discográficos solos no mercado (em 2005), Aquí, Bueninvento e Sí, Venegas estabeleceu uma estreita relação com a Espanha e colaborou com músicos deste país, como Pedro Guerra, Enrique Bunbury e Victo Manuel. Compositora versátil, já escreveu também música para o teatro e o cinema. Em 2006 foi nomeada para quatro categorias dos Grammys incluindo melhor álbum do ano, com Limon y Sal. Ganhou na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa. Em 2006 participou do Acústico MTV gravado pelo cantor brasileiro Lenine. Em 2008 gravou seu disco MTV Unplugged onde entre outros canta junto com Marisa Monte.

A música se chama Ilusion. Simplesmente linda!



 Escrito por Luís Varinha às 15h34
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GOSTEI DESTA!



 Escrito por Luís Varinha às 17h40
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CORINTHIANS, MINHA VIDA, MINHA HISTÓRIA, MEU AMOR



 Escrito por Luís Varinha às 17h27
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FALTAS ENSAIADAS

Do blog do Torero, vem a indicação de um vídeo no Youtube com cobranças de faltas ensaiadas. Fantástico!



 Escrito por Luís Varinha às 22h39
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VISÃO DA BOLA - EM ARAÇATUBA



 Escrito por Luís Varinha às 20h51
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FOTOS DO JOGO

Nunca havia fotografado um jogo noturno e tomei um pau do equipamento. Acho que não deu pra aproveitar uma, pra mandar pros jornais. Em compensação, artisticamente elas sairam bacanas. Não é não?



 Escrito por Luís Varinha às 20h50
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ROTINA?

Com essa história de acompanhar o Grêmio Osasco, rotina é uma coisa que passa longe nos meus finais de semana. Depois de resolver um pepinaço no trampo, sexta-feira, 12h30, embarquei num ônibus rumo à Araçatuba, pois o time lá jogaria às 20 horas. Foi minha primeira viagem de ônibus em anos. Nem me lembro mais quando tinha sido a última (depois conto mais sobre a viagem em si). Sete horas e meia depois (isso mesmo!!!) desembarquei na rodoviária, de onde pude ver as luzes do estádio acesas e ouvir os fogos de artifício, me lembrando que estava atrasado para o jogo.

Peguei um táxi até o estádio, onde cheguei esbaforido. Quando consegui que liberassem minha entrada ao campo de jogo, a torcida explodiu no gol do Atlético Araçatuba. Minutos depois, nosso goleiro salvou o segundo gol deles. Preocupado, pensei "xi... será que vai ser assim tão fácil?". Não foi. Empatamos em seguida, viramos no segundo tempo e vencemos (veja o relato completo no Blog do Grêmio Osasco).

Ao final do jogo, quando estava guardando meu equipamento fotográfico, vi uma confusão na tribuna, que a torcida havia cercado, tentando "pegar" nosso diretor de futebol, pelo fato dele ter comemorado a vitória do time. Gritaria daqui, ameaças dali, a polícia foi acionada e o escoltou até dentro do nosso vestiário, onde os jogadores estavam em festa. Uma parte da torcida (aquele vândalos, que existem em todos os lugares), porém, cercou o local onde sairíamos com o ônibus. A polícia novamente foi acionada, e escoltou nosso ônibus até a rodovia. 

Eram mais ou menos 23h, quando paramos em Birigui para jantar, antes de pegarmos novamente a estrada, para uma longa viagem. Por volta das 6h30 estava em casa, debaixo das minhas cobertas. E quem disse que consegui dormir? Adrenalina ainda a mil (foi uma vitória emocionante), cochilei um pouco antes de receber a visita de queridos tios de Pirassununga.

Depois do almoço, segui para os Jardins, junto com minha esposa, para acompanharmos a apresentação da filha querida, que pleiteou uma verba de uma entidade internacional para seu projeto social. Ela mandou bem e tenho quase certeza de que conseguiu o financiamento para seu projeto, para orgulho de papai. Mas isso é tema para outro post.

À noite reunimos a família para um jantar e foi cerveja e costela até a meia-noite, quando finalmente consegui cair na cama, depois de 42 horas ligado. Até quando será que eu agüento? Preciso de férias, urgentemente. hehehe



 Escrito por Luís Varinha às 20h32
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DESAFINADOS

Uma de minhas musas reapareceu no filme Desafinados, que estreou no final de semana.

Linda, não?



 Escrito por Luís Varinha às 20h23
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FIM DO TIO PATINHAS?

Universo HQ - 27/08/2008 - por Marcus Ramone - Do site Publishnews

Os cancelamentos de quadrinhos Disney que vêm atingindo vários países chegaram à Itália e tiraram de circulação o gibi mensal do Tio Patinhas. Zio Paperone 216, lançado neste mês, foi o derradeiro suspiro de um título publicado há mais de 20 anos e para o qual foram produzidas centenas de histórias do pato mais rico do mundo, muitas delas traduzidas para outros países, incluindo o Brasil. Na última página da edição, os editores divulgaram uma carta de despedida e agradecimento aos leitores que acompanharam as aventuras do Tio Patinhas durante todos esses anos. A partir de agora, o personagem deverá aparecer com menos freqüência, buscando espaço nas outras publicações da turma de Patópolis. As baixas vendas da revista motivaram o cancelamento. O fato preocupa os leitores porque a "Velha Bota", além de um dos raros países em que continuam a ser produzidas histórias inéditas dos personagens tradicionais da Disney, é onde eles ainda gozam de considerável popularidade.



 Escrito por Luís Varinha às 23h15
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DALE, DALE, DALÊ, DALEÔ

El Rey de Copas

Boca empató 2 a 2 frente a Arsenal, en la Bombonera, y por la ventaja obtenida de visitante (3-1) se adueñó de la Recopa Sudamericana. Este es el 18º título internacional del club, que lo pone como el más ganador del mundo, junto al Milan.

Aunque Arsenal salió decidido a revertir la ventaja de 1-3 que había recibido en Racing, donde hizo de local, Boca lo madrugó. En los primeros segundos del encuentro, Carrera asustó cuando entró por la derecha y remató. Pero Caranta le tapó el peligroso disparo y la mandó al corner.

A los 6 minutos, llegó la explosión. Palacio la empezó, la tocó para el reemplazante de Palermo, el pibe Viatri, quien desde la derecha mandó un centro certero. Palacio no lo desaprovechó y, de volea, la clavó en un ángulo. Golazo que ponía a Boca muy cerca del título.

Lo que siguió fue un monólogo. Ibarra por derecha molestó mucho a la defensa de Arsenal. Cuando promediaban los 20 minutos, el lateral entró por ese sector, le dio a la pelota, con su característica fuerza, pero lamentablemente el balón dio en el palo. Dos minutos después Riquelme le dio una asistencia de lujo a Palacio, quien no pudo definir ante la buena salida del arquero Campestrini.

A todo esto, Boca estaba más cerca de hacer crecer el score que el visitante de reducir la ventaja. El primer tiempo se cerró a todo Boca.

En el segundo tiempo llegó el suspenso. Arsenal, a los 14 minutos igualó el encuentro con un gol de Carrera. Boca se quedó dormido y Matos puso a Arsenal, que tenía nueve jugadores por las expulsiones de Báez y Díaz, 2 a 1.

Pero la superioridad de un grande mundial como Boca hizo que a los 48 minutos, cuando ya se moría el partido, Riquelme, en su vuelta de Beijing, tuvo un tiro libre que no desaprovechó. Con la ayuda del palo y de Campestrini, Boca liquidó la historia con un 2 a 2 en la Bombonera y un 5-3 global. Ahora, Boca es el verdadero Rey de Copas.



 Escrito por Luís Varinha às 22h39
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CQC

Um dos melhores programas televisivos que apareceram por aqui nos últimos tempos foi o Custe o Que Custar (CQC), do Marcelo Tass. Na realidade, obtiveram uma permissão de uso da marca, criada pela tv argentina. O quadro Em Foco, transmitido na última segunda-feira, pregou uma peça no deputado Sandro Mabel. Por essas e outras que não dá pra confiar nessa classe política. Veja e julgue você mesmo.



 Escrito por Luís Varinha às 13h25
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DIVA

Minha diva esteve ontem (e hoje) em São Paulo, para se apresentar juntamente com a Velha Guarda da Portela. No Sesc Pinheiros, o que significa ingressos baratos. Fiquei sabendo na semana passada, corri atrás de ingressos mas já estavam esgotados. Fiquei a ver navios. E tive que me contentar com o vídeo do show, que o UOL disponibilizou em sua página hoje.



 Escrito por Luís Varinha às 13h16
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CIDADES ILUSTRADAS

Lembra-se que eu citei aqui uma coleção chamada Cidades Ilustradas? É um projeto da Editora Casa 21, que convidou artistas estrangeiros para darem suas visões ilustradas de cidades brasileiras. Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Belém, Cidades de Ouro, Florianópolis, São Paulo. E agora Porto Alegre, aos olhos do argentino Carlos Nine.

Cada livro custa R$ 65, mas a novidade é que a editora disponibilizou os arquivos para serem baixados em pdf. Lindo de ser ver!

http://www.editoracasa21.com.br/cidadesilustradas/colecao.asp

 



 Escrito por Luís Varinha às 00h04
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TORERO

Do blog do Torero (http://blogdotorero.blog.uol.com.br/):

O leitor Rafael Felippe é que me alertou para o fato. E o fato é que Pelé está fantasiado de Maradona na campanha da Timemania. O uniforme não parece o do Boca? Coisa de gênio!

Nesta eu saí na frente. Já tinha chamado a atenção para este fato há meses atrás, aqui no blog. Desde a primeira vez que vi o comercial na tv, me chamou a atenção o "rei" com o uniforme do Boca. Só não tinha conseguido encontrar uma foto tão boa! Mas genial foi a denominação do Torero: Peledona.



 Escrito por Luís Varinha às 23h43
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PESCARIA

Você acreditaria se alguém te contasse que pescou dezenas de quilos de peixe, sem usar vara ou tarrafa, tão somente um feixe de luz? Pois assista ao vídeo abaixo. Mesmo vendo as imagens, fiquei pensando se tratar de uma montagem. É inacreditável!



 Escrito por Luís Varinha às 13h25
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VISÃO DA BOLA - EM CAPIVARI

Uma das coisas boas nesse meu trabalho com o Grêmio Osasco tem sido as viagens. Tenho rodado por estradas nunca dantes navegadas, como diria nosso patrício Camões. Sábado foi a vez da simpática Capivari, localizada próximo a Salto. Ela fica a 130 Km de São Paulo, milimetricamente entre as Rodovias Bandeirantes e Castelo Branco. Fui por uma e voltei por outra. E desta vez, sem minha co-piloto, que tinha compromissos profissionais (foi o primeiro jogo desde o início do campeonato em que ela não estava presente).

Sobre o jogo, ganhamos por 2 a 1 e voltamos pro páreo.

Leia o relato completo clicando no blog do Grêmio Osasco.

 



 Escrito por Luís Varinha às 18h38
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NÃO DEU PROS MENINOS

Não deu pros meninos do voley. Cá pra nós, eles erraram muito. Parecia até a seleção de futebol! (ok, menos, bem menos). E por outro lado, encontraram pela frente um Stanley pra lá de inspirado. Garai, como jogou esse estadunidense filho-da-puta! Admitamos, eles mereceram. Por mais que me doa dizer isso. hehehe

 Escrito por Luís Varinha às 18h28
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MARADONA X PELÉ

Futebolísticamente, é desnecessário comparar Pelé a Maradona. O brasileiro, dentro de campo, foi infinitamente superior ao argentino, embora este também tenha sido um gênio com a bola no pé. Mas por que diabos os argentinos amam, idolatram seu ídolo, enquanto nós rechaçamos o dito "atleta do século"? Tempos atrás li um texto, escrito por Mirta Bertotti em seu blog, que talvez explique um pouco desta adoração argentina. Jamais o "rei do futebol" foi capaz de despertar um sentimento assim em nós.

O texto está em espanhol. Tentei encontrar uma tradução, mas não consegui. Mesmo que não entenda espanhol muito bem, faça um esforço pra lê-lo. Vale a pena. De qualquer maneira, traduzi um trecho que achei dos mais significativos:

"Alfonsín estava fazendo estragos, e graças a Deus nos caiu do céu um Mundial que ganhaste de ponta a ponta. Para mim, foi um inverno horrivel, porque somente podia colocar bolinhos de acelga no almoço e bolinhos de acelga no jantar. Porém se hoje pergunto a Nacho e a Zacarias do que se lembram desse inverno, ele dizem seu nome, se enche a boca de ti, sorriem... não se lembram de outra coisa; não têm a menor idéia de que passaram fome." 

Entendeu agora porque Maradona é maior que Pelé?

Vivir para contarlo (carta a Diego)

Al Zacarías lo vi llorar tres veces en la vida. Cuando le dijeron que el Nacho era un varoncito, cuando le metiste el segundo a los ingleses, y cuando te echaron del mundial '94. Así que date cuenta: gracias a vos descubrí que mi marido tenía sangre en las venas. Por eso si él reza, yo rezo. Y no me importa si otra vez hay que rezar por vos. En esta casa, cuando mi marido dice que hay que prender dos velas, se prenden dos velas y sanseacabó.

Vos no sos santo de mi devoción, ya te lo dije mil veces; siempre me caíste para el culo porque sos un fanfarrón y un bocasucia. El Zacarías me dice que si me gustara el fútbol sería otra cosa, que vos adentro de la cancha eras algo que no tenía nombre, una cosa de otro mundo, que en tus mejores épocas eras capaz de enloquecer las leyes de la física y bla bla bla. Pero por ese lado a mí nadie me compra. Yo soy una señora, no entiendo y no quiero entender de pelotas y pantaloncitos cortos.

En cambio hay otras cosas que sí entiendo. Y por esas cosas rezo estas noches, pero ojo: no es por vos. ¿Sabés por qué rezo? Porque hubo momentos en los que no tuvimos nada, pero lo que se dice nada, arriba de la mesa, y vos le dabas alegría a mi familia.

Alfonsín estaba haciendo estragos, y gracias a Dios justo nos cayó del cielo un Mundial que ganaste de punta a punta. Para mí fue un invierno horrible, porque solamente podía poner buñuelos de acelga en el almuerzo y buñuelos de acelga en la cena. Pero si hoy le pregunto al Nacho o al Zacarías qué se acuerdan de ese invierno, ellos te nombran, se llenan la boca de vos, sonríen... No se acuerdan de otra cosa; no tienen la menor idea de que pasaron hambre.

Afuera, en la puerta de la clínica donde respirás por un tubito, está lleno de periodistas extranjeros sacándole fotos a un mundo de gente que prende velas y que se pasa la madrugada recitando el rosario. A veces me da un poco de vergüenza que el resto del mundo crea que somos tan básicos, tan cabezones. Pero después me dan ganas de explicarle al mundo que nadie reza por el bocasucia, ni tampoco por el fanfarrón. Me dan ganas de explicarle al mundo qué país es éste, qué pocas alegrías hemos tenido en los últimos veinte años, y que de esas pocas, casi todas vinieron con tu firma.

Con lo que nos cuesta ponernos de acuerdo en algo. Con lo que nos cuesta reírnos o llorar o gritar por lo mismo. Con lo que nos cuesta cantar "Argentina, Argentina" y al mismo tiempo sentir que el pecho se infla. Y hacer fuerza por lo mismo, y querer ser mejores, y patalear de rabia. El día de la efedrina salí a la calle y, te lo juro por mis tres hijos, por primera vez en la vida vi a todo el mundo llorando. La gente iba en silencio por la calle, arrastrando los pies, y se le caía los mocos. Todo el país desinflado y mudo. ¡Qué raros que somos!, pensé, pero me sentí orgullosa de esta sangre que era mía, porque yo también lloraba y no sabía desde cuándo.

Si hasta el Caio, que nunca te vio levantar una copa del mundo, tiene un poster tuyo en su pieza y habla de vos como si te hubiera vivido. Si hasta el Nonno te perdonó que mandaras a la puta que los parió a toda Italia en directo. Si incluso el Nacho, que odia el fútbol, sabe que vos sos mucho más que eso, y te defiende... ¿Cómo no voy a rezar para que te pongas bien?

Dentro de muchos años, los hijos de los hijos de la Sofi van a vivir en un país mucho mejor que el que tenemos ahora. Estoy segura. Y nadie se va a acordar que eras un fanfarrrón y un bocasucia. En los libros de lectura se va a decir de vos solamente lo importante, que acá una vez nació un negrito que jugaba a la pelota mejor que nadie, y que era capaz de levantar a un pueblo triste y volverlo loco de alegría, de hacerlo feliz incluso en las épocas más negras. Para que no se muera ése, rezo.

Para que te cures, para que puedas descansar de todo el esfuerzo de haber sido único y te quede tiempo para ser un tipo común. Para que puedas ver a tus nietos, abrazarlos, y contarles quién fuiste. Debe ser muy lindo llegar a viejo, mirar a un nieto a los ojos y decirle, con el corazón despierto: "¿Sabés quién era yo? Yo era Diego Maradona". Y estar vivo para contarlo.



 Escrito por Luís Varinha às 11h25
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AÊ, DUNGA, É ASSIM QUE SE FAZ

Brasil vence os EUA na final e conquista glória máxima no vôlei feminino

 



 Escrito por Luís Varinha às 10h51
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COMUNISTA GALÁFRIO

Este é um exemplo das histórias apuradas. Comunista Galáfrio era um velhinho muito simpático, que nos concedeu uma entrevista num sábado a tarde, no meio de suas orquídeas. O pai, anarquista, colocou nos filhos os nomes de Comunista, Libertário, Único, Avenire (o porvir, em italiano), Novo, Aurora, Era Nova e Desireé (o desejo). É mole?

Comunista: "Mas Só de Nome"

Luís Pires - Primeira Hora - 29/06/1991

Apesar do nome e da origem anarquista, Comunista Galáfrio gosta mais de orquídeas que de política. E acredita que ter sido um trabalhador exemplar o livrou de perseguições políticas, principalmente na época da ditadura militar.

Comunista Galáfrio nasceu em Osasco em 1910. Seus pais haviam recém-chegados à cidade, mas já se encontravam frustrados com o episódio da Cooperativa dos Vidreiros (ver quadro), do qual participaram ativamente, como anarquistas que eram.

A história da família no Brasil havia começado em 1902 quando seu pai, Sérgio Patrício Galáfrio, chegou da Itália, contratado para trabalhar na Vidraria Santa Marina, localizada na Água Branca, em São Paulo. Aos 17 anos, Sérgio assinara um contrato com a vidraria - que pertencia ao conselheiro Antônio Prado e era uma das mais prósperas indústrias  instaladas em São Paulo no final do século passado. Por explorar um ramo que não possuía mão-de-obra especializada no Brasil (a fabricação de vidros), a indústria tinha de "importar" seus funcionários, principalmente entre os franceses e italianos.

Em 1909, um movimento grevista sacudiu as estruturas da Santa Marina, mas o resultado do movimento foi péssimo para os trabalhadores, principalmente aos ligados ao professor Edmondo Rossoni -- um anarco-sindicalista contratado pelos vidreiros italianos para a educação de seus filhos. Os que não voltaram humilhantemente ao trabalho, tiveram suas moradias caçadas, foram demitidos e expurgados das indústrias paulistas.

Orientadas pela Liga dos Vidreiros de São Paulo, as famílias que ficaram sem teto escolheram Osasco como abrigo, justamente pelo distrito ser povoado por uma numerosa colônia italiana. Incentivados por Rossoni, os ex-vidreiros da Santa Marina resolveram criar uma cooperativa, o sonho da empresa administrada pelos próprios funcionários.

Depois do fracasso do projeto, segundo Comunista (que na época era apenas um bebê), "cada um teve de se virar e meu pai começou a trabalhar com material de construção, se mudando para Presidente Altino em 1925".

Toda essa história serve para ilustrar a causa de um nome, que ele próprio considera estranho e até perigoso. "Meus pais eram anarquistas, mas não no sentido de desordeiros, que a palavra tem no Brasil. Muito pelo contrário, eles sonhavam com uma sociedade sem governos e sem polícia". Dessa paixão do pai Sérgio e da mãe Ida (que no próximo dia 20 completa 102 anos) pela política, nasceu seu nome e o da maioria de seus irmãos e irmãs: Libertário, Único, Avenire (o porvir, em italiano), Novo, Aurora, Era Nova e Desireé (o desejo).

Apesar da convivência anarquista e do nome que carrega, Comunista se diz apolítico. "Eu acho que todos deveriam ter um trabalho, com salário digno e condições de estudo, para obter uma vida satisfatória. Não interessa se no regime comunista, racista ou seja lá o que for”. E trabalho sempre foi, motivo de orgulho para Comunista: nos 43 anos que trabalhou no Frigorífico Wilson, ele estufa o peito para dizer que “não cheguei atrasado uma vez sequer". Essa, em sua opinião, é a causa de nunca ter sido perseguido politicamente, "principalmente na época da ditadura militar".

Casado com dona Alzira há 57 anos, Comunista ganha como aposentado menos de três salários mínimos e culpa os governantes por tal situação. "Meu pai sempre dizia que se o Brasil um dia fosse governado por patriotas, seria um paraíso. Acho que esse momento ainda não aconteceu". Desesperançado com o futuro da nação, Comunista dedica a maior parte de seu tempo a cuidar de sua plantação de orquídeas, seu hobby predileto. “Hoje cultivo apenas cem vasos, mas já tive mais de 1.500. Gosto mais de plantas que de política".



 Escrito por Luís Varinha às 10h43
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PRIMEIRA HORA

Não me lembro se já contei aqui que no início dos anos 90 fiz um trabalho brilhante para o extinto jornal Primeira Hora, de Osasco. O jornal se propôs a contar a história da cidade, na visão de seus moradores. Não havia a preocupação em documentar a história. Apenas escutar as memórias daqueles que construíram nossa cidade.

Eu ia, então, para um determinado bairro da cidade e começava meu trabalho naquele bar onde os velhinhos se reúnem para um carteado ou pra fofocar sobre a vida alheia. E desse bar (que, creiam-me, existe em todos os bairros!) era levado para entrevistar moradores ilustres, famosos, ou qualquer um que tivesse uma boa história pra contar ou uma foto antiga pra mostrar. Durante quatro semanas, eu trabalhava naquele bairro. Depois passava para um outro. E assim, durante mais de um ano, levantei a história da cidade, na versão daqueles que a construíram. E tudo aconteceu no momento certo, pois grande parte das pessoas que entrevistei morreu nos anos seguintes e hoje virou nome de rua, praça, etc. 

Foi um trabalho prazeiroso que trouxe grande repercussão, além do prestígio, dividido com meu amigo Rony Costa, que fazia a documentação fotográfica. Costumo brincar que se houvesse um Prêmio Esso na região, certamente teríamos ganho (hehehe).

Há cerca de três anos, fui procurado pelo Maurício, responsável pelo setor de documentação da Câmara Municipal de Osasco, que me pediu as matérias originais, que obviamente eu tinha guardado. Ele as escaneou e colocou no ar, no site da Câmara (clique aqui para ter acesso às matérias).

Mas qual o motivo de eu me lembrar dessa história? Nesta semana recebi um email de uma moradora da Vila Yara, me perguntando se eu tinha o original de uma determinada matéria. Ela descobriu que seu pai (já falecido) foi entrevistado e gostaria de guardá-la como recordação. Para sorte dela, justamente essa matéria (publicada em 23/02/1991), eu tinha em duplicidade. Fiquei feliz em saber que, dezessete anos depois, estas matérias ainda tenham repercussão.



 Escrito por Luís Varinha às 10h07
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