Escrito por Luís Varinha às 00h22
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SEGURA A CARTEIRA!
Buenos Aires é uma cidade relativamente segura. Se pode caminhar tranquilamente pelas ruas, em qualquer hora. Obviamente é preciso tomar cuidado, como em qualquer outra cidade grande do mundo. Ontem passamos um aperto. Fomos assaltados sutilmente por um taxista. E quase fomos assaltados de fato por batedores de carteira no Metro.
Primeiro o taxista: um golpe muito comum por aqui é o da nota falsa. Voce entrega uma nota verdadeira para pagar alguma conta e te devolvem uma nota falsa, dizendo que é a tua. Por isso te alertam a memorizar os dois ultimos numeros da nota, principalmente quando é uma nota de valor alto, como 100 pesos, por exemplo. Mas este golpe nao nos aplicaram até agora. Caimos no conto do taxista bonzinho. Entramos num táxi e o condutor era boa gente. Contou piadas, conversou o tempo todo conosco e até nos deu dicas de seguranca. Disse que por aqui atuam quatro tipos de ladroes:
- os peruanos - que te batem a carteira na base do empurrao ou do encontrao.
- os bolivianos - que jogam um tipo de tinta em sua roupa, se desculpam e tentar limpar. Nessa, te batem a carteira.
- os chilenos - que surrupiam sua carteira de mansinho, sem que voce perceba.
- os argentinos - que te roubam conversando.
E foi isso que ele fez. Num percurso que nao ficaria por mais de 15 pesos, o taxímetro apontou o dobro. Funciona assim: a corrida inicia-se com 3,80 pesos e sao agregados 0,38 pesos a cada 200 metros. Até bater nos 18 pesos, tudo ia bem. Mas um pouco antes de chegarmos no destino final, o taxímetro disparou. Passou de 18 para 20, 25 e parou nos 30 pesos. Descaradamente o filho da puta nos roubou... conversando, como ele havia dito que trabalham os malacos argentinos. hehehe
Mas o sufoco mesmo passamos no Metro. Temos a mania de nos misturarmos ao povo. Pegamos onibus, metro, visitamos lugares nao turisticos, etc. Só que as vezes exageramos na dose. Resolvemos tomar o Metro em um bairro um pouco afastado do Centro, em horário de pico. Quando entramos no vagao, quatro jovens entraram junto conosco. Um se posicionou no meio do vagao. Dois foram para tras de mim e um quarto ficou na porta e comecou a cantar. Me chamou a atencao que ele cantava olhando para mim. E passei a prestar atencao na musica quando escutei a palavra "roubar". O filho da puta cantava uma musica dizendo que eu tinha sido o escolhido para o roubo, que ja havia visto minha carteira no "bolsito" direito, que iria enfiar a mao para tirá-la e que nao adiantava eu chamar a policia, porque ela nao o iria pegar. Cantando e com rima!!! Ele talvez nao contasse com o fato de que entendo um pouco de espanhol e saquei o que iria ocorrer. Dei um toque para Miriam para mudarmos de local. Ai o cara que estava no meio do vagao dificultou nossa passagem. Quando isso aconteceu pensei: "dancei. é agora que os caras virao pra cima". Mas dei-lhe um empurrao e passei. Para nossa sorte, havia um seguranca um pouco pra frente e nos postamos ao lado dele. Os filhos da puta desceram na próxima estacao.
Caraca! Minhas pernas tremeram. Por muito pouco nao dancamos. Fui obrigado a tomar uma cerveja bem gelada para me acalmar. hehehe.
Mas no final foi só susto e mais uma história para contar. Mas esta foi por pouco. Ufa!
Escrito por Luís Varinha às 00h50
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DALE, BOCA!
Amanha jogam River e Boca (assim mesmo pois o jogo é em Monumental del Nuñez, casa do River). Só se fala nisso na cidade, o tempo todo. Nos bares, no hotel e principalmente na televisao. Tentei arrumar ingressos para ver a partida ao vivo. Até consegui, mas confesso que amarelei. Primeiro pelo preco: 550 pesos (o equivalente a aproximadamente R$ 275). Achei muito caro. Tudo bem que é uma oportunidade única, de ver um jogo que dificilmente terei chances de ver novamente. Mas o que pegou mesmo foi o jogo ser na casa do River. Se fosse em La Bombonera, certamente estaria lá. Gastaria essa grana com gosto. Mas na casa do River... amarelei.
E por falar em amarelar, hoje pela tarde estivemos em La Boca. O bairro é feio, cheio de corticos e de uma populacao humilde, assim meio Bexiga. Mas tem o colorido do Caminito e La Bombonera, que compensam a visita. La Boca respira e transpira Boca Juniors. E los bosteros (como sao chamados pejorativamente) orgulhosamente chamam o bairro de "Republica Autonoma de La Boca". Diferente de tudo que existe na cidade.
Escrito por Luís Varinha às 00h30
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