È LIBERO QUESTO POSTO ?
 


INTOLERÂNCIA

Na segunda-feira, estava almoçando num restaurantes quando escutei a notícia do rapaz que se encontrava em coma depois de ter sido espancado por um grupo, ao término da Parada Gay. Pensei na dor que ele deve ter sentido, no sufoco que devia estar passando sua família. Pensei em minha filha, em meus amigos e amigas, em pessoas que tiveram coragem de assumir sua homossexualidade e mostram para a sociedade que é possível, sim, um mundo diferente dos padrões estabelecidos. E fiquei muito triste ao pensar em que bosta de mundo vivemos no qual as pessoas são atacadas na rua simplesmente por pensarem diferentes, seja por opção sexual, time de coração ou qualquer outro ponto. Comecei a chorar e orei para que este rapaz encontrasse paz. Seja voltando para sua família e amigos, seja partindo para um outro plano espiritual, no qual ele não apanhe na rua por um motivo tão fútil.

O que eu não imaginava era que estava chorando por uma pessoas querida. Já havia sido divulgada a notícia da morte do rapaz. Porém somente ontem divulgaram sua foto. E descobri que se tratava do Pan (nem sabia que ele se chamava Marcelo), cozinheiro e garçon muito querido na Vila Madalena. Ele trabalhou durante um longo período no finado Fama Gusta, que era da minha amiga Patrícia Rosa. Era um amor de pessoa, adorado por todos. Liguei para confirmar e ela me disse que havia acabado de chegar do ato que fizeram em sua homenagem.

Embora fosse homossexual, Pan não estava na Parada. Estava voltando pra casa depois de participar de uma festa de criança. Quis o destino que ele cruzasse com um bando de animais que o espancaram até a morte, simplesmente por ele ser o que era: uma figura exótica  (era magro, alto, sempre com penteado diferente, de chamar a atenção).

Vivessemos num país sério, torceria para que os culpados fossem descobertos e que apodrecessem na prisão (os animais deixaram pistas pois durante um período utilizaram seu celular roubado - em uma das ligações teriam dito "acabamos com o negrinho" a uma amiga que ligou para ele). Mas não tenho a mínima esperança de que isto aconteça.

Peço apenas aos deuses para que Pan encontre a paz. E que seus amigos, amigas e familiares se recuperem da perda tão doída, embora saiba que esta dor nunca vai passar. 

 



 Escrito por Luís Varinha às 15h47
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PLAYING FOR CHANGE

Mais uma bela canção do movimento que sonha mudar o mundo através da música. 



 Escrito por Luís Varinha às 12h13
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LAERTE GENIAL!

 

Publicado na Folha de São Paulo.

Fonte: Blog dos quadrinhos



 Escrito por Luís Varinha às 00h50
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VIROU MODA

Depois da versão teen da Turma da Mônica, mais duas revistas no estilo foram lançadas nas últimas semanas.

Sei não...

 



 Escrito por Luís Varinha às 00h46
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FIM DO DIPLOMA

Durante três anos de minha vida, lá nos longínquos anos 80, frequentei uma faculdade de jornalismo. O curso foi uma merda. Saí da faculdade sem aprender absolutamente nada sobre a profissão. Acabei aprendendo na marra, frequentando redações de jornais, tendo como mestres pessoas (pelo menos duas) que tiveram paciência para me ensinar todo o pouco que sei. Hoje o STF extinguiu a exigência de diploma para exercer a profissão. Na prática não muda muita coisa, pois boa parte dos que escrevem na grande imprensa não são jornalistas formados. Mas é triste ver a besta do Gilmar Mendes, relator do recurso, justificando a extinção.

"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão. Um excelente chefe de cozinha poderá ser formado numa faculdade de culinária, o que não legitima estarmos a exigir que toda e qualquer refeição seja feita por profissional registrado mediante diploma de curso superior nessa área. O Poder Público não pode restringir, dessa forma, a liberdade profissional no âmbito da culinária. Disso ninguém tem dúvida, o que não afasta a possibilidade do exercício abusivo e antiético dessa profissão, com riscos eventualmente até à saúde e à vida dos consumidores"

Serie bacana que todos os jornalistas diplomados processem suas faculdades, pedindo ressarcimento das mensalidades.  E as faculdades que processem a União, pelos prejuízos. Taí uma boa idéia.



 Escrito por Luís Varinha às 00h26
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NOITE FELIZ

Não é natal, mas estas duas imagens fizeram minha noite feliz!

Amanhã tem mais...



 Escrito por Luís Varinha às 00h02
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CERVEJA SERRA GELADA

Nesta última viagem tivemos também a oportunidade de experimentar uma cerveja fabricada artesanalmente em Visconde de Mauá pelos irmãos Evaldo Bento e André Bento. Trata-se de uma cerveja turva (sua consistência é parecida com a da cerveja de trigo) com um acentuado sabor de malte e graduação alcoólica de 4,7%. Muito boa!

Está escrito em sua embalagem: "Cerveja artesanal feita com água da Mantiqueira - berço das águas - e ingredientes importados de qualidade. Nossa cerveja tem sabor e identidade própria e é o que buscamos sempre. Sabor sem culpa. Cerveja que não se prende às regras. Nossa produção prima pela inventividade. Cada garrafa nos leva a uma viagem saborosa. Deguste-a e encontre a sua. Feita com amor do princípio ao fim."

Se alguém tiver a intenção de experimentá-la, ou mesmo comercializá-la por aqui, ficam os contatos dos irmãos: Evaldo (24-9844-4321) e André (24-9913-1932). Ou pelo email serragelada@hotmail.com



 Escrito por Luís Varinha às 15h48
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VERISSIMO

Não sei o que seria de mim sem esse cara!

A lógica

L. F. Verissimo - 15/03/2009 - Zero Hora

Hoje, o Apostador reconhece que deveria ter desconfiado do homenzinho que lhe vendeu a máquina do tempo. Na hora, ele só pensara na vantagem que teria um apostador que fosse transportado para o futuro e pudesse ler, nos jornais, o resultado da loteria, o azarão que dera no jóquei, a zebra que dera no futebol. Com a máquina do tempo ele poderia acertar a Sena todas as semanas! Era vantagem demais. Ele deveria ter desconfiado.

***

O homenzinho também vendia pomadas afrodisíacas que deixavam qualquer homem irresistível às mulheres, pinturas do Van Gogh autênticas com selo de garantia, camisas Lacoste tão falsas que o jacarezinho aparecia piscando um olho – mas o Apostador não desconfiara. Estava tão animado com a perspectiva de só apostar no certo que comprara a máquina do tempo sem pensar. Depois, para se justificar, o Apostador disse:

– Na verdade, apostei que a máquina funcionaria.

***

A máquina não funcionou. Ou funcionou, mas não como o homenzinho prometera e o Apostador esperava. Quando o Apostador entrou na máquina e apertou o botão que o transportaria no tempo, ouviu um estrondo e quando viu estava não no futuro, mas no passado. Nos tempos bíblicos. Notou que eram bíblicos porque havia muita poeira e todo o mundo falava engraçado.

– E para o cúmulo do azar - contou - caí no meio de uma batalha.

– De uma batalha?

– É. Lá estava eu num campo de batalha, entre dois exércitos prontos para lutar. Um liderado por um gigante, outro por um garoto.

– O que você fez?

– Me misturei com a torcida para assistir.

***

No meio da torcida o Apostador não demorara a encontrar pessoas dispostas a apostar.

– Mas aceitaram o seu dinheiro?

– Como não conheciam o Real, achavam que valia alguma coisa.

Aceitaram.

– Que sorte! Foi como se você tivesse caído no Maracanã, antes de começar a final da Copa de 50. Com a informação que tinha, era só apostar no Uruguai e você também ficaria milionário.

– Eu não fiquei milionário. Perdi tudo.

– Mas como?

Resolveram que a batalha seria decidida num duelo entre os líderes dos dois exércitos. O gigante contra o garoto. O gigante armado até os dentes e o garoto só com um estilingue. Apostei no gigante, claro.

– O quê? Você apostou no Golias contra o Davi?!

Então o Apostador deu um tapa na testa e exclamou:

– Davi e Golias! Como foi que eu não me lembrei?

Apostara na lógica e perdera tudo.

***

Mas, filosofou o Apostador, fora melhor assim. Se ganhasse a aposta seria pago com mirra, incenso e 117 ovelhas, que não caberiam na máquina.



 Escrito por Luís Varinha às 15h36
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