Quando eu era pequeno, um dos meus sonhos era ter um autorama. Na minha sala de aula (que a gente chamava de classe) tinha um menino avançado, tecnologicamente falando. Não que existissem grandes avanços tecnológicos, mas ele tinha lápis com borracha, por exemplo. Seu nome era Eduardo e acabei amigo dele. Um dia ele me convidou para visitá-lo, quando então descobri que ele tinha um autorama. Virei amigo dele, sem segundas intenções, obviamente (hehehe). Passávamos a tarde inteira disputando corridas entre a Ferrari do Niki Lauda e a Lótus do Emerson Fittipaldi.
Eu tinha já uns dezoito anos quando um colega de trabalho disse que estava vendendo seu autorama. Do Nelson Piquet. Como sabia que esse também era um antigo sonho de meu irmão, conversei com ele e compramos o autorama. Que emoção! Poder montar minha própria pista, correr com meu próprio carro!!!
O fato é que tivemos um puta trabalhão para montarmos a pista, brincamos bastante durante uma semana, a desmontamos para nunca mais mexermos nela. Nem sei que fim levou. Ficou alguns anos na casa do meu irmão para que meu sobrinho brincasse, mas me parece que ele não se empolgou muito com a idéia. Se não me falha a memória, acabamos presenteando meu afilhado com o autorama. Nunca mais o vi.
Todas essas lembranças vieram a tona quando recebi esse vídeo de um autorama moderno, no qual os carrinhos mudam de pista, coisa que não era possível em tempos passados. Veja que doideira!
Existem algumas cidades escolhidas pelas empresas como piloto, para testes em seus produtos. Não sei determinar exatamente quais, mas já li que Porto Alegre e Curitiba são duas delas, por causa de seu público bastante crítico. Como funciona? As empresas lançam seus produtos em lotes limitados, para testar a aceitação ou não perante este público.
Não posso confirmar, mas creio que Pirassununga é uma destas cidades. Existem produtos que vejo no mercado lá, que chegam aqui em São Paulo tempos depois. Nesta minha última visita, por exemplo, fui presenteado pelo meu primo com uma Skol Litrão. Trata-se de uma tentativa da AMBEV de acabar com as embalagens de 600 ml, padronizando com a América Latina, onde só se consome cervejas por litro, ou long-neck.
Se vai "pegar" ou não, este público selecionado vai dizer. E você? Qual sua opinião sobre o assunto?
Entre os dias 12 e 21 de setembro, acontecerá no Parque da Água Branca o já tradicional Festival da Cultura Paulista Tradicional, também conhecido como Revelando São Paulo. Dentre atrações musicais e folclóricas, se destacam também as barracas de comidas típicas. Cada cidade apresenta a sua, num festival gastronômico imperdível. Fica a dica para quem mora em São Paulo, ou que visitará a cidade no período.
Duas imagens, a da esquerda da Folha. A da direita do Diário de São Paulo.
O fotógrafo do Diário foi genial, sacando que um ângulo diferente faria o fogo sair da cabeça do presidente. Ponto pra ele, que ainda facilitou a vida do capista, que pôde fazer a piadinha.
Ontem, escutei no rádio a voz da Marisa Monte em uma música que não conhecia. Mas peguei somente o finalzinho dela. Corri para o site oficial e descobri que ela havia feito uma participação no disco MTV Unplugged, de Julieta Venegas. Quem é Julieta Venegas?, perguntei-me.
Uma simples "gugada", eis o resultado:
Julieta Venegas, nascida nos Estados Unidos, cresceu e viveu toda sua infância em Tijuana (México), onde começou seus estudos musicais. Sua primeira turnê foi com o grupo Chantaje, que combinava Ska e Reggae. Seu primeiro álbum como solista, gravado em 1997. Em 2005 foi nomeada para Grammy de melhor álbum de rock latino, e ganhou o Prêmio Latino Revelação da Academia de Música da Espanha. Com três trabalhos discográficos solos no mercado (em 2005), Aquí, Bueninvento e Sí, Venegas estabeleceu uma estreita relação com a Espanha e colaborou com músicos deste país, como Pedro Guerra, Enrique Bunbury e Victo Manuel. Compositora versátil, já escreveu também música para o teatro e o cinema. Em 2006 foi nomeada para quatro categorias dos Grammys incluindo melhor álbum do ano, com Limon y Sal. Ganhou na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa. Em 2006 participou do Acústico MTV gravado pelo cantor brasileiro Lenine. Em 2008 gravou seu disco MTV Unplugged onde entre outros canta junto com Marisa Monte.
Nunca havia fotografado um jogo noturno e tomei um pau do equipamento. Acho que não deu pra aproveitar uma, pra mandar pros jornais. Em compensação, artisticamente elas sairam bacanas. Não é não?
Com essa história de acompanhar o Grêmio Osasco, rotina é uma coisa que passa longe nos meus finais de semana. Depois de resolver um pepinaço no trampo, sexta-feira, 12h30, embarquei num ônibus rumo à Araçatuba, pois o time lá jogaria às 20 horas. Foi minha primeira viagem de ônibus em anos. Nem me lembro mais quando tinha sido a última (depois conto mais sobre a viagem em si). Sete horas e meia depois (isso mesmo!!!) desembarquei na rodoviária, de onde pude ver as luzes do estádio acesas e ouvir os fogos de artifício, me lembrando que estava atrasado para o jogo.
Peguei um táxi até o estádio, onde cheguei esbaforido. Quando consegui que liberassem minha entrada ao campo de jogo, a torcida explodiu no gol do Atlético Araçatuba. Minutos depois, nosso goleiro salvou o segundo gol deles. Preocupado, pensei "xi... será que vai ser assim tão fácil?". Não foi. Empatamos em seguida, viramos no segundo tempo e vencemos (veja o relato completo no Blog do Grêmio Osasco).
Ao final do jogo, quando estava guardando meu equipamento fotográfico, vi uma confusão na tribuna, que a torcida havia cercado, tentando "pegar" nosso diretor de futebol, pelo fato dele ter comemorado a vitória do time. Gritaria daqui, ameaças dali, a polícia foi acionada e o escoltou até dentro do nosso vestiário, onde os jogadores estavam em festa. Uma parte da torcida (aquele vândalos, que existem em todos os lugares), porém, cercou o local onde sairíamos com o ônibus. A polícia novamente foi acionada, e escoltou nosso ônibus até a rodovia.
Eram mais ou menos 23h, quando paramos em Birigui para jantar, antes de pegarmos novamente a estrada, para uma longa viagem. Por volta das 6h30 estava em casa, debaixo das minhas cobertas. E quem disse que consegui dormir? Adrenalina ainda a mil (foi uma vitória emocionante), cochilei um pouco antes de receber a visita de queridos tios de Pirassununga.
Depois do almoço, segui para os Jardins, junto com minha esposa, para acompanharmos a apresentação da filha querida, que pleiteou uma verba de uma entidade internacional para seu projeto social. Ela mandou bem e tenho quase certeza de que conseguiu o financiamento para seu projeto, para orgulho de papai. Mas isso é tema para outro post.
À noite reunimos a família para um jantar e foi cerveja e costela até a meia-noite, quando finalmente consegui cair na cama, depois de 42 horas ligado. Até quando será que eu agüento? Preciso de férias, urgentemente. hehehe