FUTEBOL
Estava aqui pensando como o futebol tem tomado outros rumos, que não o de um simples jogo. Algo mais sério do que podemos pensar. E nem falo pelo lado do business.
Por conta do preconceito que sofrem, os turcos jogaram contra os alemães como se tivesse jogando suas vidas contra os leões. Perderam, mas foi uma daquelas memoráveis partidas. Na Alemanha, torcedores comemoraram a vitória com demonstrações de xenofobia em pelo menos três cidades --Dresden, Chemnitz e Hannover. A polícia informou que dois turcos ficaram feridos no ataque de um grupo de jovens radicais contra três restaurantes turcos de fast-food na cidade de Dresden. Em Hannover, a polícia deteve um grupo de cerca de 20 neonazistas que gritavam reiteradamente palavras de ordem racistas.
Ontem, os russos ficaram inconformados com a derrota de sua seleção para a Espanha e quebraram tudo em Moscou. Cerca de 50 mil pessoas saíram às ruas depois do término da partida, causando tumulto. Mais de 200 foram presos pela polícia por atos de vandalismo. Simplesmente porque foram derrotados pelos espanhóis.
Em Viena, uma das sedes da Eurocopa 2008, museus apontaram queda de 60% em suas visitas, com perdas de receita de US$ 150 mil. O Burgtheater, templo nacional de Goethe e Shakespeare, cancelou todas suas apresentações para junho. As pessoas foram afugentadas pela possibilidade de hoolingans bêbados saírem da chamada FanZone, uma enorme área cercada no centro da cidade, destinada aos torcedores de futebol.
No Brasil, o caso mais recente de xenofobia se deu na final da Copa do Brasil. Foram veiculados na imprensa diversos artigos ensandecidos, versando sobre a necessidade do Sport vencer o Corinthians para provar a qualidade do nordestino, como se isso dependesse de uma partida de futebol. Se provas disso fossem necessárias, bastaria dizer que o político mais influente da história de nosso país, nosso atual presidente, é nordestino. Se criou um clima torto, de guerra, que felizmente não se traduziu em algo mais sério. Evidentemente, porque o Sport venceu a partida. Mas fico imaginando o que não aconteceria se o juiz apitasse aquele pênalti (legítimo) que o Acosta sofreu, a poucos minutos do final.
O futebol para alguns (a mim, por exemplo) é algo muito mais sério do que um jogo. Simplesmente por mexer com a paixão. Mas acho que a situação está ficando perigosa, mais séria do que deveria.
Escrito por Luís Varinha às 09h58
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CELULAR + POP CORN
Estão rolando no Youtube diversos vídeos sobre como os celulares podem estourar milhos de pipoca. Se podem fazer isso com a pipoca, imaginem o que não fazem com seu cérebro? Clique aqui para conferir.
Eu juro que vou tentar fazer isto em casa, pra tirar a prova! Me aguardem.
Escrito por Luís Varinha às 21h37
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QUE BELO JOGO!
De vez em quando o futebol nos presenteia com um grande espetáculo. Alemanha x Turquia, pela semifinal da Eurocopa, foi um destes casos. A começar pelo inusitado banco de reservas turco: apenas o goleiro reserva tinha condição de jogo, já que dez jogadores do grupo estavam machucados ou suspensos por cartões amarelos ou vermelhos.
E quem pensava que por conta disso os turcos jogariam na defensiva, se enganou. Tomaram a iniciativa do ataque, pressionaram, meteram bola na trave e chegaram ao primeiro gol aos 22 minutos. Os alemães empataram em seguida e desempataram aos 34 minutos do segundo tempo. Mais uma vez os turcos pareciam mortos, mas ressussitaram com o gol de empate aos 41, o que levaria o jogo à prorrogação.
Mas na última jogada da partida, o lateral alemão Lahm tocou na saída do goleiro turco, definindo a classificação alemã para a decisão de domingo. Detalhe da jogada: o turco que marcava Lahm foi driblado por ele na intermediária desabou no chão, num claro sinal de esgotamento físico. Lahm entrou na grande área, sem marcação, foi lançado e fez o gol. Eu acho que os jogadores turcos não aguentariam fisicamente mais 30 minutos de prorrogação. Mas não mereciam perder o jogo no apagar das luzes.
Assim, os insossos alemães chegaram à final e aguardam a definição de seu adversário, que sairá do jogo entre Russia e Espanha, logo mais. Promessa de outro grande jogo.
Escrito por Luís Varinha às 10h06
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MINHA FOCA
Não sei se já comentei aqui (ah, a senilidade... não me lembro mais de porra nenhuma!) que minha foca predileta arrumou um estágio no Jornal do Trem. Teve que transferir sua faculdade para o período da noite, está chegando em casa praticamente no dia seguinte, rala pra caramba, mas está super-feliz com seus primeiros passos na carreira que escolheu, o jornalismo.
Papai está orgulhoso da foquinha. E leitores é o que não lhe faltam. Toda sexta-feira o jornal é distribuído nas estações ferroviárias da zona oeste, principalmente em Osasco e Carapicuíba. É divertido chegar pela manhã na estação e ver todo mundo lendo o Jornal do Trem. Sem exagero, diria que 90% do pessoal que está na plataforma esperando o trem chegar. Qualquer dia tiro uma foto e posto aqui. Na edição de sexta passada ela escreveu a matéria de capa, sobre graffiti http://www.jornaldotrem.com.br/materiacapa.php.
E por falar em postar, há alguns meses ela criou um novo blog. Como os últimos não foram pra frente, nem divulguei este, justamente o que vingou (porque filhos fazem sempre o contrário do que a gente acha que farão?). Clique em Nathalia Conta Vida para acessá-lo.
Escrito por Luís Varinha às 13h14
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TOM ZÉ
Tempos atrás comentei aqui sobre o projeto da Trama de disponibilizar os discos de seus artistas para download gratuito. A gravadora conseguiu desenvolver empresas parceiras, que pagam aos artistas pelas músicas baixadas. O mais novo lançamento do projeto é o disco de Tom Zé. O álbum é uma versão ao vivo do último disco do músico baiano, Danç-Êh-Sá. As músicas, capa e extras do disco foram disponibilizados gratuitamente no site www.albumvirtual.trama.com.br.
É só entrar, se cadastrar e baixar.

Escrito por Luís Varinha às 08h54
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RECUERDOS
Você é do tempo do Playmobil? Quando eu era criança ele não existia, ou pelo menos não tinha chegado na periferia onde eu sempre morei. Na época era o máximo ter um Forte Apache, que ganhei num longínquo natal. Somente quando eu tinha já uns 12/13 anos é que vi pela primeira vez um playmobil. Me apaixonei, pois adoro miniaturas. Mas era um brinquedo caro, fora do nosso padrão econômico e por isso eu tinha de me contentar em brincar com ele na casa de um primo. E logo comecei a trabalhar, ganhar minha própria grana, mas nunca tive a oportunidade de ter um playmobil (ao contrário do Autorama, que comprei tempos depois).
Ontem, minha filha me passou um link (clique aqui para visitá-lo) no qual é possível encontrar centenas de famílias de playmobil. O site é alemão, mas dá pra viajar nas imagens. Dá uma olhada neste da seleção croata. Quero um! Quero um!

E pra matar a saudade, o velho Forte Apache.

Escrito por Luís Varinha às 08h32
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COISAS DA SEGUNDONA
Ontem, o Grêmio Osasco venceu o Paulistano por 1 a 0, em jogo realizado no Estádio Quintino de Lima, em São Roque (veja o relato do jogo no blog do time). Recentemente foi realizado um evento no campo, o que o tornou impraticável para o futebol. Principalmente de um lado, no qual o Grêmio atuou no primeiro tempo. Veja o detalhe do "gramado":

E o cachorro que assistiu ao jogo dentro de campo (tinha credencial?) e tentava o tempo todo entrar dentro dos vestiários do GEO. Coisas da Segundona...

Escrito por Luís Varinha às 09h49
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