È LIBERO QUESTO POSTO ?
 


ENGRAÇADO

Este vídeo é muito engraçado. Mas já imaginou quando eles começarem a chorar todos juntos?



 Escrito por Luís Varinha às 13h51
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UM TEXTÍCULO

Substitutos

Luis Fernando Verissimo - Zero Hora - 20/04/08

Nunca se viu uma revista feminina com um homem na capa. Lindas mulheres, muitas vezes com pouca roupa, mas nenhum homem, vestido ou despido. Já as revistas masculinas só têm mulheres na capa. Grandes mulheres seminuas, mas (epa!) nenhum homem, tão pensando o quê? Homens com pouca roupa na capa só em revistas para gays - mas ninguém jamais acusou as revistas femininas de serem para mulheres homossexuais. Seria porque mulheres não têm o mesmo medo de admirar outras mulheres que os homens têm de admirar outros homens, além de ser notório que as mulheres se vestem, se pintam e se produzem umas para as outras, com a admiração dos homens considerada efeito colateral. Mas não é só isso. Outro fenômeno curioso é o seguinte: existem mulheres infláveis para simular sexo, mas alguém tem notícia de homem inflável para o mesmo fim? Parceiras sexuais infláveis não se resumem nos seus orifícios. Para isso até hortifrutigranjeiros servem. O homem quer a genitália feminina e as suas circunstâncias, nem que seja um colo macio para repousar a cabeça depois. Mesmo artificial, ele precisa da mulher inteira, do conjunto, do simulacro de companhia, da ilusão, de tudo que não é orifício. Já para a mulher o boneco do homem se resume no seu pênis, sem aquela massa confusa, iludida e dispensável na outra ponta. O que interessa é o falo artificial, o resto é supérfluo. Mas não se trata de insensibilidade. Como a ciência já tornou o espermatozóide desnecessário para a reprodução, as mulheres só estão nos preparando, há anos, para nosso destino fatal, a obsolescência. Quando o vibrador nos substituirá, e desapareceremos da face da Terra como desaparecemos das capas das suas revistas.



 Escrito por Luís Varinha às 13h47
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GOLD E MINORI

Quer ver umas fotos de moda bem diferentes? Então siga a dica do Radar55 e visite o site mizo. Tratam-se de dois designers Zoren Gold e Minori, radicados em Tóquio, que misturam fotos, colagens, ilustrações e design gráfico num trabalho bacana e original, como a foto aí embaixo. Vale a pena conhecer!



 Escrito por Luís Varinha às 09h08
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DON'T WORRY, BE HAPPY

Para alegrar nossa sexta-feira!



 Escrito por Luís Varinha às 09h01
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JAMES BOND

As primeiras imagens de 007 Quantum Of Solace, 22a. aventura de James Bond, já podem ser vistas no site oficial do filme. Os fãs terão acesso às notícias, fotografias, vídeos, jogos, downloadsm, etc.

No filme, Daniel Craig reprisa seu papel como James Bond, que em 2006 quebrou recordes de bilheterias em todo o mundo com 007 Cassino Royale. Direção de Marc Forster, com roteiro de Neal Purvis & Robert Wade e Paul Haggis.  O filme estréia no Brasil no dia 07 de novembro, mas o trailer poderá ser visto nos cinemas a partir deste final de semana.



 Escrito por Luís Varinha às 23h57
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VISÃO DA BOLA



 Escrito por Luís Varinha às 18h37
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CENTRO HISTÓRICO

No dia 10 de março a Prefeitura de São Paulo, entidades e empresas patrocinadoras firmaram um acordo que visa tornar realidade o projeto Aliança pelo Centro Histórico, cujo objetivo é tornar um centro de excelência o triângulo histórico de São Paulo, formado pela Praça da Sé e os Largos de São Bento e São Fransisco, incluindo assim o Pátio do Colégio e a Praça do Patriarca.

A ação prevê vigilância, limpeza de ruas, retirada dos camelôs, iluminação pública e encaminhamento de mendigos para assistência social e albuergues na região. O que tem gerado polêmica pois movimentos sociais, temem a simples expulsão de trabalhadores informais e de moradores de rua da área e estudam medidas legais para contestar o projeto.

O projeto piloto começará no chamado "triângulo" e deve ser ampliado, dependendo do resultado. A ação visa tornar o Centro mais seguro e trazer a população de volta à região. Eu adoro o Centro, mas confesso que não tenho mais coragem para andar por lá à noite. Nas últimas vezes que o fiz, fiquei muito assustado.

Um dos problemas da região, na minha opinião, é que a maioria dos prédios é ocupada por escritórios, bancos, etc. Terminado o expediente, quase todos se dirigem às suas casas, geralmente em locais periféricos. Em algumas cidades que conhecemos (Mendoza e mais recentemente Manaus, por exemplo), se vê muita gente pelas praças do centro, à noite. São pessoas que chegam em suas casas e vão para as praças com suas crianças e cachorros. Andar, conversar ou simplesmente desestressar. Isto não acontece em São Paulo, pois existem poucos moradores na região.

Se vai dar certo ou não, veremos. O importante é que o projeto vai trazer uma boa discussão para o problema.



 Escrito por Luís Varinha às 18h10
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STAR WARS

Na semana passada fui conferir a Star Wars Exposição, que está rolando na Bienal do Ibirapuera (na realidade, no Porão das Artes - no prédio da Bienal). São mais de 200 itens utilizados nas filmagens, entre uniformes, storyboards, naves espaciais, maquetes, etc. O cinema é mesmo uma fábrica de sonhos. É difícil acreditar que aquela nave, feita de madeira e lata foi utilizada pelo Anakyn Skywalker.

A única coisa chata é que a maioria dos objetos é protegida por vidros. Ok, entendo que é uma medida anti-vândalos, mas isso torna a exposição um pouco fria. Mesmo assim, é imperdível para quem é fã da série. Ficará em cartaz até o dia 20/07.

A sala do Darth Vader é a mais emocionante da exposição

Uma dica: fique de olho porque existem algumas promoções em que todo mundo paga meia-entrada. Afinal, R$ 30 é um preço um tanto salgado pelo ingresso. Mas vale o investimento!



 Escrito por Luís Varinha às 17h50
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E POR FALAR EM BATMAN... - PARTE 2

A Warner Bros. divulgou hoje, oficialmente, os posters de Batman - O Cavaleiro das Trevas.

 

 

 

E aqui você poderá conferir os trailers:  Trailer 1 e Trailer 2.



 Escrito por Luís Varinha às 17h40
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E POR FALAR EM BATMAN...

... a caixa do Nescau Cereal Radical traz quato miniaturas baseadas no filme Batman - The Dark Knight. Nem dessa porcaria eu gosto, mas fui obrigado a comprar uma caixa pra minha filha (hehehe). E saiu a do Coringa, que é realmente muito bacana. Ficou parecidíssimo com o ator de nome impronunciável, que não se encontra mais entre nós. Corra pra garantir a sua!



 Escrito por Luís Varinha às 22h05
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BATMAN

Nem tudo o que rola na internet é verdade.

Mas já imaginou o inferno que é a vida desse moleque se isto for?



 Escrito por Luís Varinha às 21h53
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HANCOCK

Estréia nesta sexta-feira o filme Hancock, no qual Will Smith interpreta um super-herói que perde sua popularidade por conta dos métodos poucos convencionais que utiliza. Vi o trailer nos cinemas (quer ver, clique aqui) e me pareceu um filme interessante. Mas o que gostei mesmo foi do poster paulistano, diferente do estadunidense.

Deu pra perceber a diferença? É claro que sim! Ou não?

 



 Escrito por Luís Varinha às 21h50
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BELA IMAGEM

Difícil acreditar que não seja uma montagem.

Se não for, que sorte teve o fotógrafo em conseguir tão bela imagem!



 Escrito por Luís Varinha às 17h15
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FUTEBOL

Estava aqui pensando como o futebol tem tomado outros rumos, que não o de um simples jogo. Algo mais sério do que podemos pensar. E nem falo pelo lado do business.
 
Por conta do preconceito que sofrem, os turcos jogaram contra os alemães como se tivesse jogando suas vidas contra os leões. Perderam, mas foi uma daquelas memoráveis partidas. Na Alemanha, torcedores comemoraram a vitória com demonstrações de xenofobia em pelo menos três cidades --Dresden, Chemnitz e Hannover. A polícia informou que dois turcos ficaram feridos no ataque de um grupo de jovens radicais contra três restaurantes turcos de fast-food na cidade de Dresden. Em Hannover, a polícia deteve um grupo de cerca de 20 neonazistas que gritavam reiteradamente palavras de ordem racistas.
 
Ontem, os russos ficaram inconformados com a derrota de sua seleção para a Espanha e quebraram tudo em Moscou. Cerca de 50 mil pessoas saíram às ruas depois do término da partida, causando tumulto. Mais de 200 foram presos pela polícia por atos de vandalismo. Simplesmente porque foram derrotados pelos espanhóis.
 
Em Viena, uma das sedes da Eurocopa 2008, museus apontaram queda de 60% em suas visitas, com perdas de receita de US$ 150 mil. O Burgtheater, templo nacional de Goethe e Shakespeare, cancelou todas suas apresentações para junho. As pessoas foram afugentadas pela possibilidade de hoolingans bêbados saírem da chamada FanZone, uma enorme área cercada no centro da cidade, destinada aos torcedores de futebol.
 
No Brasil, o caso mais recente de xenofobia se deu na final da Copa do Brasil. Foram veiculados na imprensa diversos artigos ensandecidos, versando sobre a necessidade do Sport vencer o Corinthians para provar a qualidade do nordestino, como se isso dependesse de uma partida de futebol. Se provas disso fossem necessárias, bastaria dizer que o político mais influente da história de nosso país, nosso atual presidente, é nordestino. Se criou um clima torto, de guerra, que felizmente não se traduziu em algo mais sério. Evidentemente, porque o Sport venceu a partida. Mas fico imaginando o que não aconteceria se o juiz apitasse aquele pênalti (legítimo) que o Acosta sofreu, a poucos minutos do final.
 
O futebol para alguns (a mim, por exemplo) é algo muito mais sério do que um jogo. Simplesmente por mexer com a paixão. Mas acho que a situação está ficando perigosa, mais séria do que deveria.


 Escrito por Luís Varinha às 09h58
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CELULAR + POP CORN

Estão rolando no Youtube diversos vídeos sobre como os celulares podem estourar milhos de pipoca. Se podem fazer isso com a pipoca, imaginem o que não fazem com seu cérebro? Clique aqui para conferir.

Eu juro que vou tentar fazer isto em casa, pra tirar a prova! Me aguardem.



 Escrito por Luís Varinha às 21h37
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QUE BELO JOGO!

De vez em quando o futebol nos presenteia com um grande espetáculo. Alemanha x Turquia, pela semifinal da Eurocopa, foi um destes casos. A começar pelo inusitado banco de reservas turco: apenas o goleiro reserva tinha condição de jogo, já que dez jogadores do grupo estavam machucados ou suspensos por cartões amarelos ou vermelhos.

E quem pensava que por conta disso os turcos jogariam na defensiva, se enganou. Tomaram a iniciativa do ataque, pressionaram, meteram bola na trave e chegaram ao primeiro gol aos 22 minutos. Os alemães empataram em seguida e desempataram aos 34 minutos do segundo tempo. Mais uma vez os turcos pareciam mortos, mas ressussitaram com o gol de empate aos 41, o que levaria o jogo à prorrogação.

Mas na última jogada da partida, o lateral alemão Lahm tocou na saída do goleiro turco, definindo a classificação alemã para a decisão de domingo. Detalhe da jogada: o turco que marcava Lahm foi driblado por ele na intermediária desabou no chão, num claro sinal de esgotamento físico. Lahm entrou na grande área, sem marcação, foi lançado e fez o gol. Eu acho que os jogadores turcos não aguentariam fisicamente mais 30 minutos de prorrogação. Mas não mereciam perder o jogo no apagar das luzes. 

Assim, os insossos alemães chegaram à final e aguardam a definição de seu adversário, que sairá do jogo entre Russia e Espanha, logo mais. Promessa de outro grande jogo.



 Escrito por Luís Varinha às 10h06
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MINHA FOCA

Não sei se já comentei aqui (ah, a senilidade... não me lembro mais de porra nenhuma!) que minha foca predileta arrumou um estágio no Jornal do Trem. Teve que transferir sua faculdade para o período da noite, está chegando em casa praticamente no dia seguinte, rala pra caramba, mas está super-feliz com seus primeiros passos na carreira que escolheu, o jornalismo.

Papai está orgulhoso da foquinha. E leitores é o que não lhe faltam. Toda sexta-feira o jornal é distribuído nas estações ferroviárias da zona oeste, principalmente em Osasco e Carapicuíba. É divertido chegar pela manhã na estação e ver todo mundo lendo o Jornal do Trem. Sem exagero, diria que 90% do pessoal que está na plataforma esperando o trem chegar. Qualquer dia tiro uma foto e posto aqui. Na edição de sexta passada ela escreveu a matéria de capa, sobre graffiti http://www.jornaldotrem.com.br/materiacapa.php.

E por falar em postar, há alguns meses ela criou um novo blog. Como os últimos não foram pra frente, nem divulguei este, justamente o que vingou (porque filhos fazem sempre o contrário do que a gente acha que farão?). Clique em Nathalia Conta Vida para acessá-lo.



 Escrito por Luís Varinha às 13h14
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TOM ZÉ

Tempos atrás comentei aqui sobre o projeto da Trama de disponibilizar os discos de seus artistas para download gratuito. A gravadora conseguiu desenvolver empresas parceiras, que pagam aos artistas pelas músicas baixadas. O mais novo lançamento do projeto é o disco de Tom Zé. O álbum é uma versão ao vivo do último disco do músico baiano, Danç-Êh-Sá. As músicas, capa e extras do disco foram disponibilizados gratuitamente no site www.albumvirtual.trama.com.br.

É só entrar, se cadastrar e baixar.



 Escrito por Luís Varinha às 08h54
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RECUERDOS

Você é do tempo do Playmobil? Quando eu era criança ele não existia, ou pelo menos não tinha chegado na periferia onde eu sempre morei. Na época era o máximo ter um Forte Apache, que ganhei num longínquo natal. Somente quando eu tinha já uns 12/13 anos é que vi pela primeira vez um playmobil. Me apaixonei, pois adoro miniaturas. Mas era um brinquedo caro, fora do nosso padrão econômico e por isso eu tinha de me contentar em brincar com ele na casa de um primo. E logo comecei a trabalhar, ganhar minha própria grana, mas nunca tive a oportunidade de ter um playmobil (ao contrário do Autorama, que comprei tempos depois).

Ontem, minha filha me passou um link (clique aqui para visitá-lo) no qual é possível encontrar centenas de famílias de playmobil. O site é alemão, mas dá pra viajar nas imagens. Dá uma olhada neste da seleção croata. Quero um! Quero um!

E pra matar a saudade, o velho Forte Apache.



 Escrito por Luís Varinha às 08h32
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COISAS DA SEGUNDONA

Ontem, o Grêmio Osasco venceu o Paulistano por 1 a 0, em jogo realizado no Estádio Quintino de Lima, em São Roque (veja o relato do jogo no blog do time). Recentemente foi realizado um evento no campo, o que o tornou impraticável para o futebol. Principalmente de um lado, no qual o Grêmio atuou no primeiro tempo. Veja o detalhe do "gramado":

E o cachorro que assistiu ao jogo dentro de campo (tinha credencial?) e tentava o tempo todo entrar dentro dos vestiários do GEO. Coisas da Segundona...



 Escrito por Luís Varinha às 09h49
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Este foi um dos textos de minha infância. Lembro-me que a história, presente no meu livro da 5a. série, me marcou. Já vi diversas versões adaptadas desta. E pensar que o Fernando Sabino destruiria sua carreira ao escrever a biografia da Zélia Cardoso (Zélia quem? diriam os mais jovens!). O dinheiro compra tudo na vida mesmo, não?
 
Macacos me mordam - Fernando Sabino
 
Morador de uma cidade do interior de Minas me deu conhecimento do fato: diz ele que há tempos um cientista local passou telegrama para outro cientista, amigo seu, residente em Manaus: “Obsequio providenciar remessa 1 ou 2 macacos”.
 
Necessitava ele de fazer algumas inoculações em macaco, animal difícil de ser encontrado na localidade. Um belo dia, já esquecido da encomenda, recebeu resposta: “Providenciada remessa 600 restante seguirá oportunamente”.
 
Não entendeu bem: o amigo lhe arranjara apenas um macaco, por seiscentos cruzeiros? Ficou aguardando, e só foi entender quando o chefe da estação veio comunicar-lhe:
 
– Professor, chegou sua encomenda. Aqui esta o conhecimento para o senhor assinar. Foi preciso trem especial.
 
E acrescentou:
 
– É macaco que não acaba mais!
 
Ficou aterrado: o telégrafo errara ao transmitir “1 ou 2 macacos”, transmitira “1002 macacos”! E na estação, para começar, nada menos que seiscentos macacos engaiolados aguardavam desembaraço. Telegrafou imediatamente ao amigo: “Pelo amor Santa Maria Virgem suspenda remessa restante”.
 
Ia para a estação, mas a população local, surpreendida pelo acontecimento, já se concentrava ali, curiosa, entusiasmada, apreensiva:
 
– O que será que o professor pretende com tanto macaco?
 
E a macacada, impaciente e faminta, aguardava destino, empilhada em gaiolas na plataforma da estação, divertindo a todos com suas macaquices. O professor não teve coragem de aproximar-se: fugiu correndo, foi se esconder no fundo de sua casa. A noite, porém, o agente da estação veio desentocá-la:
 
– Professor, pelo amor de Deus, vem dar um jeito naquilo.
 
O professor pediu tempo para pensar. O homem coçava a cabeça, perplexo:
 
– Professor, nós todos temos muita estima e muito respeito pelo senhor, mas tenha paciência: se o senhor não der um jeito eu vou mandar trazer a macacada para sua casa.
 
– Para minha casa? Você está maluco?
 
O impasse prolongou-se ao longo de todo o dia seguinte. Na cidade não se comentava outra coisa, e os ditos espirituosos circulavam:
 
– Macacos me mordam!
 
– Macaco, olha o teu rabo.
 
A noite, como o professor não se mexesse, o chefe da estação convocou as pessoas gradas do lugar: o prefeito, o delegado, o juiz.
 
– Mandar de volta por conta da prefeitura?
 
– A prefeitura não tem dinheiro para gastar com macacos.
 
– O professor muito menos.
 
– Já estão famintos, não sei o que fazer.
 
– Matar? Mas isso seria uma carnificina!
 
– Nada disso – ponderou o delegado: – Dizem que macaco guisado é um bom prato...
 
Ao fim do segundo dia, o agente da estação, por conta própria, não tendo outra alternativa, apelou para o último recurso – o trágico, o espantoso recurso da pátria em perigo: soltar os macacos. E como os habitantes de Leide durante o cerco espanhol, soltando os diques do mar do Norte para salvar a honra da Holanda, mandou soltar os macacos. E os macacos foram soltos! E o mar do Norte, alegre e sinistro, saltou para a terra com a braveza dos touros que saltam para a arena quando se lhes abre o curral – ou como macacos saltam para a cidade quando se lhes abre a gaiola. Porque a macacada, alegre e sinistra, imediatamente invadiu a cidade em panico. Naquela noite ninguém teve sossego. Quando a mocinha distraída se despia para dormir, um macaco estendeu o braço da janela e arrebatou-lhe a camisola. No botequim, os fregueses da cerveja habitual deram com seu lugar ocupado por macacos. A bilheteira do cinema, horrorizada, desmaiara, ante o braço cabeludo que se estendeu através das grades para adquirir uma entrada. A partida de sinuca foi interrompida porque de súbito despregou-se do teto ao pano verde um macaco e fugiu com a bola 7. Ai de quem descascasse preguiçosamente uma banana! Antes de levá-la à boca um braço de macaco saído não se sabia de onde a surrupiava. No barbeiro, houve um momento em que não restava uma só cadeira vaga: todas ocupadas com macacos. E houve também o célebre macaco em casa de louças, nem um só pires restou intacto. A noite passou assim, em polvorosa. Caçadores improvisados se dispuseram a acabar com a praga – e mais de um esquivo notívago correu risco de levar um tiro nas suas esquivanças, confundido com macaco dentro da noite.
 
No dia seguinte a situação perdurava: não houve aula na escola pública, porque os macacos foram os primeiros a chegar. O sino da igreja badalava freneticamente desde cedo, apinhado de macacos, ainda que o vigário houvesse por bem suspender a missa naquela manhã, porque havia macaco escondido até na sacristia.
 
Depois, com o correr dos dias e dos macacos, eles foram escasseando. Alguns morreram de fome ou caçados implacavelmente. Outros fugiram para a floresta, outros acabaram mesmo comidos ao jantar, guisados como sugerira o delegado, nas mesas mais pobres. Um ou outro surgia ainda de vez em quando num telhado, esquálido, assustado, com bandeirinha branca pedindo paz à molecada que o perseguia com pedras. Durante muito tempo, porém, sua presença perturbadora pairou no ar da cidade. O professor não chegou a servir-se de nenhum para suas experiências. Caíra doente, nunca mais pusera os pés na rua, embora durante algum tempo muitos insistissem em visitá-la pela janela.
 
Vai um dia, a cidade já em paz, o professor recebe outro telegrama de seu amigo em Manaus: “Seguiu resto encomenda”.
 
Não teve dúvidas: assim mesmo doente, saiu de casa imediatamente, direto para a estação, abandonou a cidade para sempre, e nunca mais se ouviu falar nele.
 
SABINO, Fernando. O homem nu: crônicas. São Paulo: Círculo do Livro, s.d. p.56-58; 110-13


 Escrito por Luís Varinha às 10h37
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TORERO

Como bom diretor que sou, fiz uma campanha para que o Torero assistisse a um jogo do Grêmio Osasco. Ele resolveu fazê-lo no último domingo não em Osasco, mas em São Vicente, já que está morando em Santos. Obviamente, acabou falando mais do São Vicente do que do Grêmio. E acabamos nos desencontrando, pois fiquei dentro de campo e ele nas arquibancadas.
 
Ontem, fui ao Sesc Pompéia para assistir ao show do Jazz6, a banda na qual o Luis Fernando Verissimo toca sax. Para minha surpresa encontrei com o Torero por lá. Acabamos batendo um longo papo sobre o jogo e suas impressões dele.  Me pareceu que ele curtiu a experiência de assistir a um jogo da Segundona (só havia feito há muitos anos, quando viu um jogo do Jabaquara). Disse que gostou de conversar com os velhinhos torcedores, considerou os dois times de bom nivel, embora tenha dito que o Grêmio Osasco "pega forte". Em outras palavras, o time bate pra cacete.
 
Eu gosto muito do estilo do Torero, que consegue enxergar no futebol o que outros não conseguem. Além de me parecer uma pessoa da qual eu não teria dificuldades em ser amigo.  Abaixo,  sua coluna publicada na Folha de São Paulo de terça-feira.
 
JOSÉ ROBERTO TORERO

Onde as cãs se encontram


Numa partida da 4ª divisão de SP, descubro torcedores, histórias e a certeza de que é cedo para pintar os cabelos
DOMINGO pela manhã decidi fazer um programa diferente: ver um jogo da quarta (e última) divisão do futebol paulista. Pensei que encontraria apenas os jogadores de São Vicente e Osasco no campo. Ledo engano. Havia pelo menos 600 pessoas nas arquibancadas. O curioso é que muitos torcedores tinham algo que não se vê mais nos estádios: cabelos brancos.

Era o caso de Expedito Lago, 63, um coletor de lixo de cabelos encaracolados e esvoaçantes. Ele é daqueles torcedores solitários que valem por uma organizada. Expedito fica de pé todo o tempo e jamais pára de gritar aos jogadores ordens como: "Vambora!", "Passa!", "Volta para marcar!", "Olha a bobeira!".
Quando lhe perguntei o motivo de falar tanto, ele disse: "Vou ficar quieto por quê?". E depois saiu de perto de mim, deixando claro que eu estava atrapalhando seu desempenho.

Pedro Spilotros, o Pedrinho, de 85 anos, usava uma camisa pelo aniversário de 80 anos do clube (o São Vicente existe desde 1928, mas só há alguns anos se profissionalizou). Ele conta que foi um bom meia e que jogou muito pelo clube. Aliás, sua maior glória foi ter feito gol no jogo de inauguração do estádio, em 1948.Pedro está pouco falante. Ficou viúvo há dois meses. Pergunto onde posso comprar uma camisa igual à sua, e ele me indica um senhor de cabeça branca, que me leva até uma sala embaixo da arquibancada do estádio. Compro a camisa e fico sabendo que o vendedor chama-se Manoel Carvalho, tem 76 anos, e é o próprio presidente do clube.

Manoel é mais conhecido como Pardal, apelido que ganhou por jogar na ponta-esquerda, assim como o Pardal original, que fez parte do célebre ataque do São Paulo na década de 40. Pardal foi vice-presidente por mais de 20 anos. "Só assumi porque o presidente morreu em 2006, mas eu nunca quis isso, não."
Ele não gosta muito de ver jogos no campo. Para evitar emoção, prefere ver o videoteipe na emissora local. Ex-gerente de banco, Pardal conta que a situação do clube não é horrível, mas também não é muito boa. O clube tem a melhor média de público da divisão e não há nenhuma dívida, mas o dinheiro é pouco. Os atletas ganham, em média, um salário mínimo. Metade dos jogadores é do clube, a outra metade, de um empresário de São Bernardo do Campo.
Enquanto falo com Pardal, o São Vicente leva um gol. Agora perde por 1 a 2. Com o resultado, o clube deve cair para o quarto lugar, posição perigosa (só 4 dos 8 times do grupo avançam à próxima fase).

O São Vicente pressiona. Atrás do gol inimigo há três esperançosos torcedores: Jurandir (75), Natalício (69) e o caçula Sérgio (62). Os três são aposentados e sempre vêm para o estádio a pé.
Curiosamente, só Sérgio, o mais jovem, possui cãs. Natalício está com o topo da cabeça caju ("Pintei, mas não deu certo, não"), e Jurandir tem quase todos os cabelos negros.
Dou-lhe os parabéns, mas o honesto Jurandir explica que eles só estão assim por causa de uma daqueles loções que tingem gradualmente. "Por que você não usa?"

O juiz apita, e o Osasco vence. Na saída, enquanto caminho ao lado do cemitério que fica grudado no estádio, passo a mão na cabeça e penso que ainda não é a hora. 



 Escrito por Luís Varinha às 08h49
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SÃO PAULO VISTA DO CÉU

Semanas atrás a Vejinha trouxe uma matéria sobre aerofotogrametria e algumas empresas especializadas no serviço de fotografar a cidade de cima. Clique aqui para ler a matéria completa.

E teste se você realmente conhece nossa cidade clicando aqui. São dez fotos como essa aí embaixo. Acertei seis delas. Quatro eu nem fazia idéia do que seria, se não visse a resposta. E você? Deixe um comentário com o número de fotos que você acertou.

 



 Escrito por Luís Varinha às 11h38
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VISCONDE DE SABUGOSA

Lá se foi mais um ícone de minha infância. Morreu nesta madrugada, vítima de câncer, o ator André Valli, conhecido como Visconde de Sabugosa, personagem que interpretou por dez anos na primeira versão do Sítio do Pica Pau Amarelo.



 Escrito por Luís Varinha às 11h28
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BOM, MUITO BOM!

Recebi, gostei e postei.

É possível sim.

Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, mesmo sendo como se isto fosse mero ovo de Colombo.

Desde que se tente sem se pôr inibido pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.

Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher, podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos.

Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?

Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.

Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.

Autor: Desconhecido.

Observação: Este texto não contém a letra "A"



 Escrito por Luís Varinha às 16h47
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